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. : Encantamento : .


Giremos em torno do caldeirão,
para lá jogarmos intestinos envenenados.
Sapo, que durante trinta e um dias
e trinta e uma noites
ficaste dormindo embaixo de pedra fria,
teu veneno vertendo, ferve,
em primeiro lugar na panela encantada.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Filé de serpente dos pântanos,
no caldeirão ferve e cozinha.
Olhos de camaleão e dedo de rã,
pêlo de morcego e língua de cão,
forquilha de víbora e ferrão de lacrau,
perna de lagarto e asa de corujinha,
para fazer um encantamento de poderosa força,
fervei e borbulhai, como filtro infernal.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Escamas de dragão, dente de lobo,
múmias de feiticeiras, mandíbulas e estômago
de voraz tubarão,
raiz de cicuta arrancada nas trevas,
fígado de judeu blasfemo, fel de bode
e ramos de teixo cortados em noite de eclipse da lua,
nariz de turco e lábios de tártaro,
dedo de criança estrangulada ao nascer
e lançada pela mãe num fosso,
fazei que a massa fique espessa e viscosa.
Acrescentemos, em nosso caldeirão,
entranhas de tigre como ingredientes.

Dobrem e redobrem
a lida e o trabalho.
O fogo cante
e o caldeirão borbulhe.

Vamos esfriá-lo com sangue de babuíno
para que o feitiço seja firme e forte.


in Macbeth, Shakespeare (1606)



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Já viraram porcos

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Quarta-feira, Julho 1

ARCANO XIX - O SOL


O Sol é sinônimo de vida, de alegria, de fazer acontecer os nossos sonhos de alegria e prazer. É o despertar de nossa criança interior que nos leva a uma nova perspectiva de vida, com a liberdade de sermos quem somos.


Depois da Lua, a escuridão de nosso inconsciente, trilhamos o caminho da luz da consciência, conectados com o que somos, cientes de que somos trevas e de que somos luz. Aprendemos que não podemos ficar apenas na escuridão introspectiva, pois somos a luz, o movimento e a vida.


O Sol fertiliza a terra e é por isso que simboliza a vida. Mas, notem que esse arcano vem depois da Lua... por que para compreendermos sua luz e para sermos parte dessa luz, precisamos antes adentrar as nossas mais escuras profundezas. Somente damos valor e compreendemos a importância da luz quando nas trevas. De igual forma, a compreensão da importância da escuridão só pode ser plenamente compreendida quando encontramos com a luz.


Essa carta representa todos os caminhos abertos pela luz, seja pelos nossos próprios atos transparentes, seja pelo brilho dos Deuses. É uma carta de bênçãos plenas e brilhantes, do otimismo, da confiança em si e na vida, clareza nos caminhos.


É a carta da cooperação, da união que faz a força, da colaboração.Sentimo-nos entusiasmados com algum projeto, algum momento da vida. Simboliza também um início de um novo ciclo feliz que nos impulsiona ao FAZER, ao colocar em prática tudo aquilo que aprendemos até o momento. Aqui já trilhamos momentos difíceis, trevas e pedras, desmoronamentos, mortes... agora renasceremos livres de amarras e podemos agir sendo quem somos de verdade.
Em muitos tarôs a carta nos mostra duas crianças com aspectos felizes e símbolos dos signos do zodíaco. Significa dizer que é a carta da harmonia entre todos e a percepção consciente de que, de fato, “o sol nasce para todos”.


Pode significar também uma união, um casamento ou uma profunda amizade. Ao mesmo tempo tem-se a consciência da individuação, da unidade paradoxal de ser UM com o todo. Através da luz do Sol enxergamos a vida de uma forma nova, feliz e ativa.
No tarô egípcio esse arcano é denominado “A Inspiração”, que é obtida através do acesso à luz interior de cada um de nós.


Simboliza também a revelação de segredos, o enxergar sem ilusões.


Por simbolizar a consciência e a mente, esse arcano é símbolo da cabeça e cérebro, do que se infere que problemas nessa parte do corpo podem ser percebidos quando essa carta sai em uma jogada. Mas não podemos esquecer que é também o símbolo do coração, razão pela qual problemas no chacra do coração ou mesmo no órgão podem ser percebidos quando temos o aparecimento desse arcano numa jogada.


É o arcano da razão aliada à espiritualidade em seu aspecto mais benéfico.


No entanto, como já notamos, é também uma carta ambígua, pois o Sol que fertiliza a terra, também é responsável pela morte. O Sol, o fogo que aquece também destrói se não manipulado com equilíbrio. E é por isso que em seu aspecto benéfico trata da razão com espiritualidade ou sentimento. Razão e somente razão nos leva a extremos. Razão sem emoção ou sem espiritualidade pode nos levar aos caminhos da arrogância do tudo saber e com o ceticismo que cega. O Sol ilumina nossos caminhos, mas pode também nos cegar.


É preciso equilíbrio e sabedoria para vivenciar todo o brilho trazido pelo Sol, a fama, o sucesso, a grandiosidade são domínios do Sol.


Vivenciar o Sol plenamente é equilibrar razão e emoção, mente e espírito, uniões que se revertem em compaixão e ação.


PALAVRAS-CHAVE: Realização, ação, alegria, individuação.

PERSONALIDADE: Pessoa alegre, com sorte, feliz e radiante. Em seu aspecto negativo, pessoa arrogante, cega pela vaidade.

ASPECTOS POSITIVOS: Felicidade, satisfação, entusiasmo, clareza, caminhos abertos, união feliz, amizade, colaboração, magnetismo, cumplicidade, mente e espíritos iluminados, sabedoria, consciência plena, grandeza, sucesso, fama, proteção.

ASPECTOS NEGATIVOS: arrogância intelectual, julgar-se melhor e diminuir os demais, claridade que ofusca a visão, vaidade tola, atitudes superficiais, falsas alegrias.



O SOL E A SENDA INICIÁTICA
Nesse ponto de nossa jornada um renascimento profundo e feliz acontece. Estamos prontos para agir baseados em tudo o que aprendemos. Sabemos que muito ainda percorreremos e voltaremos a percorrer, mas nesse momento da jornada um sentimento profundo de amor e renascimento nos toma e somos iluminados pela luz do Sol.

Passamos por muitos percalços, encaramos todos os eus, todas as máscaras são retiradas e somos então o que de fato somos. Nos lembramos que também somos luz e a consciência do dia, da atividade nos toma de assalto. Sentimos que devemos agir e fazer algo com tudo aquilo que aprendemos.

É hora de agir e compartilhar com o mundo aquilo que recebemos. Estamos prontos para renascer nessa nova realidade que a partir do Sol começa a despontar radiante, iluminando-nos de dentro para fora.

Aqui compreendemos por que a carta da Lua vem antes, a escuridão necessária, as trevas do útero da Grande Mãe que gera tudo, inclusive a luz do Sol. A Deusa que gera a luz, que também a contém, sendo Ela também as trevas, nós e tudo o mais.

Como as crianças que se apresentam em muitos tarôs nos sentimos prontos e renascidos para a ação. Mas antes há ainda uma última lição a aprender. Uma lição que ao longo de nossa jornada já recebemos em escala menor, mas que nesse momento se torna central: administrarmos o nosso próprio brilho. Resta-nos aprender que o fogo que ilumina e aquece também fere e mata, o Sol que ilumina e germina a terra, também é capaz de nos cegar por completo e de destruir plantações.

Sim, aqui renascemos plenos de quem somos e aprendemos que somos brilhantes tal qual Apolo, Horus, Brighit, Sekhmet... Compreendemos que brilhamos e iluminamos os caminhos de outros, mas que também somos capaz de, cegos, cegarmos também os outros.

É o momento de unirmos a razão e a emoção, a mente e o espírito e atingirmos a iluminação, conscientes de que não só de luz somos feitos, mas também somos feitos! E devemos brilhar sim, e distribuir esse brilho por cada lugar por onde passarmos. A consciência de ser a Deusa e de ser o Deus deve vir acompanhada da ação e não da arrogância e ilusão, a “cegueira da visão”.

Aqui nesse ponto renascemos compreendendo que encaramos a Deusa na carta da Lua, o inconsciente, as trevas... compreendemos que no Sol encontramos o Deus, a luz, a consciência... mas além disso, compreendemos que Ele está também na escuridão e Ela também está na luz.
É a compreensão da unidade, de ser UM com tudo em suas muitas formas e ramificações. E atingir essa consciência só é possível após passarmos por muitos períodos que simbolizamos pelas cartas do tarô, cada qual com seu universo de aprendizado, de ensinamentos.

Agora é o momento de renascer em alegria e luz, conscientes de nossas trevas mais profundas. É o momento de renascer para a ação, para colaborar, para iluminar os demais e a nos mesmos.
Estamos renascidos, aguardando o chamado da Deusa em seu aspecto mais profundo, Nós o ouviremos no Julgamento.
Imagens: Gaian Tarot e Pomegranate Tarot

publicada por Lua Serena às 12:58 AM 0 Comentários

Domingo, Junho 7

Ensaio sobre o Bem e o Mal



“...Ó, óia o Mal, vem de braços e abraços com o Bem num romance astral...”
(Trem das 7 - Raul Seixas)

Estava conversando com um pessoal amigo sobre a existência de Deus e do Diabo e então me ocorreu escrever esse ensaio. Como pagã, ou neopagã, cultuadora de Deuses e Deusas pré-cristãos devo dizer que não acredito no Diabo! Bem, pelo menos não no Diabo do Cristianismo, Catolicismo, Evangelismo e afins. Trocando em miúdos, não acredito na figura do Diabo como mal absoluto. Aliás, não creio no mal absoluto. Vou começar a explicar por quê.

Primeiro de tudo, se Deus é tudo, como pode Deus não ser o Diabo? Como podem ser rivais, disputando território, se Deus fez tudo o que há e rege tudo o que há? Se Deus é onipotente, onisciente e onipresente, como o Diabo pode, em meio ao seu ardiloso jogo de ilusões enganar tanto e tomar tanto espaço nesse mundo, vasto mundo? Por que venhamos e convenhamos, dentro da idéia de que Deus e Diabo existem e a guerra do Bem contra o Mal existe, o mundo está mais para a cara do Diabo do que para a cara de Deus. Olhando a vida no mundo, quem está ganhando a guerra? A verdade é que essas perguntas já me causavam inquietações na infância, e talvez tenham sido decisivos para que eu deixasse o Cristianismo. Aliás, deixasse não, pois nem praticante dessa religião eu fui, mas nasci, como a maioria, no seio de uma família católica não praticante, outro absurdo na minha opinião, mas enfim... voltemos ao Diabo, Deus, bem e mal.
Com a bagagem mental cheia de perguntas, fui me lançando ao mundo e cresci assim, um ponto de interrogação ambulante que espera para se transformar num ponto de exclamação seguido de reticências – ponto final nunca! Confesso que agora que estou na versão 3.0 de mim aprendi que é essa transformação é bem complicada. Mais difícil que a lagarta que vira borboleta. Porém, sempre fui de pensar muito e bastante estudiosa, e por mais que fosse difícil, corri o mundo atrás de algumas respostas sobre o bem e o mal, Deus e Diabo.

Espiritismo, Umbanda, Candomblé, Rosacrucianismo, Paganismo, Bruxaria, Wicca, Eubiose, filosofia socrática, platônica, Nietzsche, Kierggaard, psicologia de Yung, Freud, Lacan, simbolismo, história antiga, história moderna, história de Roma, história grega, história sumeriana, celtas, etruscos, índios, Gimbutas, Frazer, Graves, Ucko, sei lá por onde mais eu andei. Percebi que não aprendi quase nada!

E por “increça que parível” só encontrei as respostas que me aquietaram um pouco dentro de mim mesma. Já tinham me avisado disso, mas só percebi quando aconteceu.

Embora eu não ache que o ser humano é o centro de tudo, acredito que muito é delimitado e limitado em razão de nós. As impressões, conclusões, sentimentos partem de dentro do ser humano. O exterior é visto, sentido e vivido de dentro para fora, sempre é nasce dentro, embora a materialização seja fora do ser humano.

Por isso que as respostas são encontradas dentro da gente? Sei lá. Só sei que foi assim que eu descobri que o mal não existe. Não, não é surto polianico, nem conjuntivite rosácea, não. Vou explicar por que o mal não existe, partindo adivinhem do que? Do que eu penso sobre Deus. Detesto ser óbvia, mas é condição humana.

Deus, e nesse momento não importa que para mim Deus tenha outro nome, é tudo. Deus é vida, morte, renascimento. Deus é o céu, a Terra, a Lua, Plutão e outros planetas. Deus sou eu, são vocês, é o bêbado caído na praça, a bailarina que rodopia para a platéia, Deus é o Bem e é o Mal. Deus é algo que não compreendemos muito bem, e é aí que começa toda o emaranhado.Por não compreender bem o que vem a ser Deus, a gente inventa ou reinventa Deus de acordo com as necessidades do momento. Meio que, “hoje eu estou carente, me vê um Deus paizão”, “me sinto uma mulher subjugada, uma Deusa soberana, por favor”, “to querendo invadir o país dos caras do lado, me vê um Deus nacional, aliás, um Deus para mim e um Diabo para os invadidos”... E nisso vai se formando uma confusão medonha. Ninguém entende mais nada. Se entender Deus já é complicado, com gente tendo para si que seu Deus é melhor que o Deus do outro, impondo o seu Deus como verdadeiro em detrimento do Deus do outro, então... estamos perdidos!

Para mim, bem e mal são coisas de Deus, são, na verdade, Deus. Enfim, bem e mal são faces da mesma moeda, uma moeda chamada Deus. Não significa que por isso a maldade seja algo menos mal, algo ameno, suavizado. Não é isso. Acontece que tudo faz muito sentido para mim quando afirmamos que DEUS É TUDO... Ora, se Deus é tudo, então é também o mal. E agora não tenho nem como fugir de dizer que dentro do pouco que aprendi vivenciando Deus como sendo tudo, o mal tem um propósito de ser que muitas vezes não conseguimos explicar ou compreender.Quantas vezes algo de ruim aconteceu e vocês choraram, sofreram, mas depois de um tempo, às vezes anos, se deram conta de que “há males que vem para o bem”? Sei que é difícil conciliar essa visão de totalidade quando pensamos em desgraças e injustiças. Mas penso que até mesmo grandes tragédias têm um motivo positivo por trás. Basta que consigamos enxergar, o que é muito difícil, realmente. Essa minha visão está longe de ser algo cor-de-rosa, como falei, pois já vi coisas acontecerem, maldades e desgraças que não havia razão de ser, nem que se revelou um bem aos envolvidos. Com isso, cheguei muitas vezes a questionamentos do tipo: “Será que estou pensando direito?” “Será que é isso mesmo?”

Sempre cheguei à conclusão que sim, a idéia de que tudo tem um propósito e na verdade o bem é que é absoluto, não o mal, me pareceu até hoje o mais parecido comigo, pois eu também sou o bem e o mal.”Deus fez o homem sua imagem e semelhança”. Talvez seja por isso a minha quietude diante dessas idéias sobre o bem e o mal.

Não há mal absoluto, ele não existe por si. E é por isso que dou todo o apoio à frase evangélica “Deus é amor”. Sim, por que se para mim bem e mal são Deus, e o mal não é aquilo que como aprendemos. “O Diabo não é tão feio como pintam”.

Por isso deve haver algum propósito nos males do mundo, nas misérias e desgraças da vida no mundo, seja terrorismo em uma escola infantil na Rússia, seja a miséria cotidiana que vejo nas ruas por onde eu ando, seja na minha própria vida. E talvez esse propósito esteja bem além do que podemos de fato aprender e compreender, tal qual Deus.

Então chego à conclusão incrível de que o mal, como nos foi apresentado, não existe. O mal absoluto, o Diabo, o Demônio, tudo como foi e é propagado por algumas crenças, no meu modo de ver, não existem. O mal nem existe por si mesmo por que ele vem sempre de uma causa por trás da ação maldosa. Há uma razão, um motivo por trás do mal, talvez da mesma maneira que haja um propósito.

Em geral, a falta ou o amor sentido, vivido ou compreendido de forma errada, sempre como uma manifestação da dor. Alguém que mata outro para roubar um tênis, uma criança que leva um tiro na cabeça por que chorou durante um assalto, pessoas que cometem atos como esses, sofre de falta de amor ou entende o amor de uma forma distorcida, deturpada. É como se o mal tivesse origem na dor e a dor tivesse origem na falta ou incompreensão do amor, Deus. E talvez tudo isso tenha um propósito. Alguns dizem que o propósito é aprender. Consigo viver com isso por hora.
Diante desses pensamentos, concluo que o mal não existe por si. No entanto, o amor sim. Naturalmente sentimos amor. Toda criança nasce e cresce amando, seja um cachorro, a mãe, o pai, os brinquedos. O amor em suas muitas manifestações é algo inerente a todo ser humano, não precisamos nos esforçar para amar. Por outro lado, não sentimos ódio naturalmente, não conheço alguém que tenha nascido odiando, salvo o Damian, de A Profecia. Já o amor não requer provocação, amamos quem amamos e pronto, é assim que é. O amor está sempre presente e existe por si, independe de motivo.Logo, o que existe de fato e por si mesmo é o amor, só ele é absoluto. O mal não é exatamente o que nos levaram a crer, não é absoluto, existe em função de uma distorção do próprio amor, meio que a sombra do amor... meio que amor? E nisso tudo há um propósito que nos faz encarar a face de Deus.
Para mim, faces... masculina e feminina.

publicada por Lua Serena às 11:01 PM 2 Comentários

Segunda-feira, Junho 1

Manifesto contra falsas iniciações

Oi, povo!
Apoiado o manifesto da Abrawicca!
Diga NÃO à banalização da Bruxaria!
Bênçãos,
Lua Serena
MANIFESTO CONTRA FALSAS INICIAÇÕES

AVISO IMPORTANTE: pessoas inescrupulosas e diversos ignorantes sobrea religião Wicca costumam fazer ritos de inciação em massa, para dezenas ou até - absurdo! - centenas de pessoas.
Esses ritos não só são perigosos, porque conduzidos por leigos ou pessoas de má fé, como produzem uma auto-ilusão em novatos que acreditarão ter sido iniciados sem que isso tenha qualquer respaldo mágico, energético, nem espiritual.
Não criticamos pessoas que pratiquem outras modalidades de paganismo,mas criticamos veementemente quem usa indevidamente o nome Wicca e ensina a pessoas práticas esotéricas misturadas que nada têm a ver comnossa religião pagã e iniciática.
Uma iniciação de verdade é um processo que demora. Ela precisa ser um marco de transformação na vida. Ela só pode ser feita se seu Iniciador conhecer vc intimamente, se conviver no seu dia a dia e acompanhar sua vida.
Ninguém pode seriniciado por uma pessoa que só vai conhecer ou ver rapidamente em um falso rito de iniciação. Para que alguém seja iniciado de verdade, precisa muitas coisas, entre elas:
- Aprender e vivenciar rituais com os Deuses antigo por diversas Rodas do Ano;
-Saber se comunicar com os Deuses e estar intimamente conectado com eles;
- Saber a história da bruxaria;
- Ter aprendido técnicas magicas complexas e magia dos elementos;
- Saber conquistar e criar aliados magicos e guardiões;
- Ter vivido um profundo processo de auto-conhecimento e ser umapessoa madura, livre e equilibrada em quaisquer circunstancias;
-Ser usado pelos Deuses como seu instruemnto consciente no mundo;
- Amar a Deusa e Seu Consorte o suficiente para ser seu Sacerdote ou Sacerdotisa para o resto da vida.
NÃO ACEITE UM FALSO RITO DE INICIAÇÃO!
Se vc deseja aprender a religião Wicca de verdade e não ser enganado, a Abrawicca está à disposição com cursos, esclarecimentos e indicações de pessoas idôneas para ajudá-lo.
ABRAWICCA - ATIVISMO WICCANIANO NO BRASIL"
Diga "NÃO" à banalização da religião Wicca".
Mavesper Cy Ceridwen
Sacerdotisa Wiccaniana há 16 anos
Presidente Nacional da Abrawicca
PEÇO A AJUDA DE TODOS VCS PARA DIVULGAREM NOSSO TEXTO E ASSIM CONTRIBUIRMOS PARAEDDIE VAN FEU PARAR DE ENGANAR JOVENS INTERESSADOS EM WICCA.

Etiquetas: iniciação, wicca

publicada por Lua Serena às 10:13 PM 2 Comentários

Segunda-feira, Maio 18

ARCANO XV - O DIABO

O Diabo, como é conhecido este arcano, também padece do problema da incompreensão. Tido como um arcano que prenuncia o mal, a traição, o engano, os vícios... é temido por muitos.
Mas assim como muitas outras cartas, O Diabo não simboliza apenas isso e nem é aquilo que a visão deturpada de tanto tempo nos passou. É preciso olhar mais profundamente para ele para compreender toda a sua complexidade.
O Diabo simboliza aquela situação em que estamos diante de nossas sombras, daquele aspecto de nós mesmos que detestamos encarar. Ele aparece quando estamos imersos naquela parte de nós que não mostramos nem para nós mesmos, ou quando é preciso encarar todas as nossas fraquezas, medos, erros e vontades escondidas no mais recôndito do nosso ser. Ele simboliza todas a ilusões que criamos para nos satisfazer e para nos enganar... não, ele não é um ente que as traz, ele mostra a nós que nós mesmos criamos essas ilusões e nos tornamos escravos delas. Situações que não nos fazem lá muito bem, mas que por algum motivo não conseguimos, ainda que provisoriamente, sair delas... viciamos em vibrar naquela energia. É por isso que encontramos na carta do Diabo, na maioria de suas representações, dois seres humanos acorrentados, amarrados, de alguma forma restringidos, enquanto O Diabo as controla.
Na verdade, O Diabo apenas faz o seu trabalho, nós é que não o compreendemos. O Diabo é o condutor do êxtase, do corpo, do sexo, de tudo aquilo que é material. E nós, muitas e muitas vezes, apenas nos deixamos levar por tudo isso. Escravidão. Ele não nos escraviza, ele apenas faz o trabalho dele... Tenham isso em mente e notarão o quanto somos responsáveis por nossas vidas. Não há alguém para culpar, embora sempre busquemos isso. O Diabo nos mostra também essa característica, o de procurar um bode expiatório. Aliás, ele é o próprio símbolo do bode expiatório, pois ele mesmo se tornou isso para a humanidade que, temerosa em assumir seus impulsos, rejeitando a sombra e ignorando a existência do Diabo acaba por tornar-se vítima manipulada. Somente quando encaramos o Diabo dentro de nós é que somos nós mesmos por completo.
O Diabo, então, não é o mal! Somente vivenciando esse aspecto de nós mesmos aprendemos a outra lição desse Senhor: a alegria de estar vivo, de ser matéria, de ser corpo, de fazer sexo, de comer, de ir ao banheiro.
A humanidade negou O Diabo por não compreende-lo, a humanidade o teme por não querer enxergar que, na verdade, ele é um aspecto da própria humanidade.
“Deus fez o homem sua imagem e semelhança.”
Ele é o fruto da árvore proibido, que sempre simbolizou somente o conhecer do bem e do mal. O Diabo nos ensina, e muito, que somente é possível equilíbrio se conhecer o nosso bem e o nosso mal, e o bem e mal de tudo. Isso é completude. Mas só podemos vivenciar o mal... vivenciando aquilo que mais tememos. Não me admira que essa figura tenha sido transformada em algo tão amedrontador.
Ele é o poder oculto que constrói e destrói. Ele é aquele que escancara as nossas portas e janelas, nos mostrando como insistimos e negar nossos próprios erros, nossas próprias ações. Ele não tinha nem de longe como ser suave, fácil, tranqüilo.
Isso é O Diabo!
Aquele que nos força a trazer à tona tudo aquilo que esforçamos em esconder. Ele simboliza o engano e a traição sim, mas muito mais profunda é a traição que fazemos conosco ao negar esse lado sombrio.
Ele é implacável. Não há como fugir. O grande lance é esse: quanto mais se foge, mais escravo você fica.
Numa jogada, analisar as cartas ao redor fará toda a diferença, pois ele poderá simbolizar os enganos, as mentiras, as trapaças... mas também poderá simbolizar a paixão, o sexo, a alegria de estar vivo e pisando a terra. Sinta essa carta com todo o seu corpo quando estiver lendo as cartas. Analise bem... O Diabo engana!

PALAVRAS-CHAVE: desejo, instinto, impulso, potência, possuir, matéria.

PERSONALIDADE: uma pessoa apaixonada, criativa, produtivo ou destruidor, que utiliza dos meios que forem necessários para conseguir o que deseja.

ASPECTOS POSITIVOS: diplomacia, poder, persuasão, influência, desejos, sexo, o corpo, o dinheiro, a alegria, o êxtase, realizações materiais, dominação das massas, sensualidade, criatividade, vontade firme.

ASPECTOS NEGATIVOS:
ilusão, mentira, engano, sucesso efêmero, vícios, magia negativa, paixões descontroladas, disputas, confusão, desejos destrutivos, excessos, precipitação, impaciência.



O DIABO E A SENDA INICIÁTICA

Não é difícil entender por que as bruxas são tão temidas. Esse é o nosso Pai, o Deus Cornífero, o Deus das Feiticeiras.
O condutor da fertilidade, aquele que nos faz sentir a vida correndo nas veias, no corpo, nos fluidos, no nosso fogo mais primitivo. Incompreendido e relegado a qualquer lugar onde seu nome não possa ser mencionado... Por que ele assusta aqueles que não o compreende.
Nesse ponto da nossa jornada, encontramos o aspecto de Deus que nos mostra a nossa escuridão e também a nossa verdadeira luz. Com ele dançamos a dança mágica e frenética da vida. Ele é Pan, é Dionisio, é Cernunnos... é o Deus selvagem que arrasta as Bacantes. Profundamente incompreendido, nos leva a cruzar nossos próprios horizontes, a mirar o espelho do mais profundo do nosso eu.
Cruzar com esse Deus logo após vivenciar a Temperança é uma tarefa difícil, pois implica saber que é possível conciliar, fundir os opostos... mas que para isso é preciso chafurdar na nossa lama... lama que é terra, que é matéria, como é também o Deus Cornífero.
Somente quando vivenciamos esse momento compreendemos por completo o que é a união apresentada na Temperança. Nela a fusão vem acompanhada de um profundo sentimento de emoção, de fluidez. Agora, com O Diabo, estamos diante do espelho negro da bruxa, o espelho negro que é o instrumento usado para ver o que os olhos não deixam... ou não querem: nosso eu mais escondido, mais feio, mais nosso que qualquer outro eu.
O Deus das Bruxas não se presta tão somente como o fertilizador da Deusa, seu chifre simboliza a renovação, a regeneração, o novo que surge a partir do momento em que aceitamos que somos também trevas. Somente quando esses aspectos de nós mesmos são trazidos à consciência é que podemos dizer que tocamos sim boa parte dos mistérios.
É um encontro doloroso por que estamos acostumados a ter Deus como um ser bom sentado numa nuvem, lá longe. Mas para nós, praticantes da Arte, ele está aqui dentro e aí dentro de você, e nas árvores, nas folhas, nas fezes, nos fluidos corporais.
Ele nos ensina que não há a quem culpar, nunca houve. E agora, nesse ponto da caminhada, quando já passamos por muitas coisas no nosso treinamento mágico, que é treinamento de vida, a responsabilidade é maior... assim como é maior a felicidade e a alegria de estar vivo.
Ele nos mostra que o inferno não existe a não ser nos nossos corações, nos nossos atos. Somos responsáveis por tudo!
“Se mal nenhum causar, faça o que desejar”
Foi ele quem nos ensinou isso e somente quando damos a mão para ele e com ele dançamos é que compreendemos a profundidade do querer e ousar. Compreendemos que ele é o Deus da Luz e é também o Deus das trevas... ele é escuridão e fogo...
O preço que se paga por trilhar verdadeiramente o caminho é a, na verdade, o de ser completo. E ser completo implica saber... saber o bem e saber o mal, o nosso e o dos outros... mas principalmente o nosso.
Nesse momento, não posso esconder de vocês a minha emoção ao escrever essas linhas... Ainda que muitos não entendam... Por hora vocês não entendem, mas se continuarem, entenderão. Ah... vocês entenderão.
E àqueles que já dançaram a dança do êxtase com ELE... obrigada por terem deixado as pegadas no caminho, para que eu pudesse seguir, meio trôpega, mas seguindo sempre.
O amor que sinto em escrever essas linhas talvez a deixem um pouco sem sentido... Mas palavras não podem explicitar com exatidão a sensação de encontrar com ele. Mesmo que seja doloroso... é também alegre...
E assim como a Deusa, é só por amor que o Deus faz tudo isso acontecer.


Você, escuridão de onde eu venho,
Eu amo você mais do que todos os fogos
Que cercam o mundo,
Pois o fogo faz
Um círculo de luz em torno de cada um
E então ninguém do lado de fora sabe de você.
Mas a escuridão junta tudo:
Formas e fogos, animais e eu mesmo,
Com que facilidade ela os une! –
Poderes e pessoas.
E é possível que uma grande energia
Esteja se movendo perto de mim.
Eu tenho fé nas noites.

*RAINER MARIA RILKE (retirado do livro O Tarô da Deusa Tríplice)
Fontes das figuras: 1. http://www.intuiosity.com/blog/2009/3/22/saturn-astrologys-benefic-teacher-or-harsh-taskmaster.html
2. http://azurylipfe.deviantart.com/art/Tarot-The-devil-43415452

publicada por Lua Serena às 10:34 PM 2 Comentários

Quarta-feira, Abril 22

ARCANO XIV - A TEMPERANÇA

A Temperança

Esse arcano, assim como outros, padece de uma, por assim dizer, distorção ou limitação em sua simbologia.

Se não o primeiro, talvez o mais conhecido estudioso do tarô a tratar desse assunto foi Aleister Crowley, que denomina o arcano XIV como A Arte, o que, em nosso sentir, é deveras apropriado, como veremos mais adiante.

O sentido mais conhecido desse arcano, sem dúvida, é o equilíbrio e a transmutação. A própria imagem nos transmite facilmente essas duas idéias centrais. A palavra “Temperança” deriva do latim temperantia e significa moderado. Na maioria dos baralhos está representada graficamente com um anjo que manipula dois recipientes com líquido que joga de um para o outro, lembrando bastante misturas alquímicas. Sim, esse arcano simboliza o equilíbrio e a transmutação de algo.

Mas não é só.

A Temperança trata da mistura de todas as circunstâncias, momentos e fatos que fazem nascer o equilíbrio. Fala de equilibrar as diferentes condições e situações da vida, da capacidade que temos em nos harmonizar ainda que estejamos diante de um problema.

Fala da mistura de elementos opostos, tema que podemos encontrar em outras lâminas. Porém, nesse arcano essa mistura é muito mais profunda. Não se trata apenas da união de duas polaridades, mas de uma fusão profunda do masculino e do feminino. Assim como o In_Yang dos orientais, na Temperança temos a compreensão de que a fusão dos opostos gera equilíbrio e transmuda a nossa vida.

Porém para a compreensão exata desse equilíbrio e transmutação se faz necessário um mergulho dentro de nós mesmos, pois A Temperança é exatamente esse mergulho retratado numa lâmina de tarô.

Dentro de nós temos a porção divina daquilo que nos criou. Embora não sejamos essa Divindade, paradoxalmente, nós somos. E a compreensão da nossa porção divina talvez seja a tarefa mais difícil em nossa vida diária, pois ao compreender o meu eu e o meu eu divino, também compreendo que o outro é de igual maneira divino. E então teremos também de nos fundir com o outro para atingir o equilíbrio.

A Temperança é a fusão alquímica do fogo e da água. Em outras palavras é a fusão de tudo aquilo que é oposto, e a vivência dessa fusão é que nos leva ao equilíbrio. Aliás, esse arcano nos fala que é preciso experienciar essa fusão para atingir a harmonia. Somente através da vivência dessa fusão é que, de fato, seremos equilibrados. Para que só a partir desse equilíbrio o novo possa surgir.

Não é tarefa fácil. A imagem serena da Temperança pode enganar os menos avisados, pois embora ela trate do equilíbrio e da harmonia, sua profundidade nos impõe assumir posturas difíceis. É um trunfo que nos oferece o bem, mas que nos alerta que para a consecução desse bem, é preciso vivenciar também o outro lado – a fusão das polaridades – talvez a tarefa mais difícil para muitos de nós, senão para todos nós.

Crowley chamou esse arcano de A Arte porque ele é em si a alquimia perfeita, a Grande Arte de nos fundirmos com o oposto, com o oposto de fora e com o oposto de dentro... todos dentro de nós. Em nós está a Grande Arte, nós somos os mistérios, dentro de nós residem os opostos, somos água e fogo, além de ar e terra.

A Temperança fala dos sentimentos ambivalentes por que é água e fogo, ambos os elementos relacionados com os sentimentos e com o espiritual, mas ao mesmo tempo opostos entre si.

No tarô mitológico está esse arcano é representado pela Deusa Iris, a Deusa do Arco-íris, a mensageira alada dos Deuses, aquela que realizava os desejos dos Deuses e dos humanos, sejam eles quais forem. Nesse sentido, A Temperança nos alerta para o fazer sempre tudo o que for possível para não perder a harmonia (ou falsa harmonia). Não há, portanto, crescimento, pois não há fluidez real. Por essa razão, A Temperança ode simbolizar a estagnação para não gerar conflito.

O arco-íris é a expressão da fusão da água com o fogo, já que é a água da chuva unida com a luz solar. O Deus africano Oxumaré, cujo símbolo é o arco-íris é metade homem, metade mulher. A bem da verdade, não seria bem isso, seria além... ele é a fusão do masculino e do feminino. Um Deus que, com certeza, caberia muito bem na representação mitológica desse arcano.

Diante de tudo isso, numa jogada, A Temperança pode significar uma união, um relacionamento, uma fusão que aparentemente poderá nos parecer conflitante, embora esse conflito não seja uma regra. Estamos diante do nosso oposto, talvez do nosso par perfeito para aquele momento, pois será através dessa união que atingiremos o equilíbrio interno para que algo novo possa surgir.

Está relacionado com todos os processos de transformação, processos que exigem não a pressa, mas ao contrário, uma lenta fluidez. Portanto, não espere muita rapidez nas questões que estão sob o domínio da Temperança, e lembre-se: o sucesso dependerá do quanto você conseguirá se fundir com os opostos e atingir o equilíbrio.

PALAVRAS-CHAVE: fusão, união, transmutação, alquimia, temperar, flexibilidade.

SITUAÇÃO: lenta, mas fluida, que necessita de cuidado, de adaptabilidade e flexibilidade. Idéias que depois de um período acabam se manifestando no plano físico.

ASPECTOS POSITIVOS: capacidade de unir aspectos, situações ou pessoas opostas, algo novo que pode ser obtido através do equilíbrio, harmonia, equilíbrio, capacidade de coordenar algo, de concentrar-se em algum objetivo, renovação de conceitos que pareciam imutáveis, purificação, exame harmonioso de questões conflitantes, relacionamento perfeito, o par perfeito, auxílio cósmico.

ASPECTOS NEGATIVOS: prostração, preguiça, uma situação demorada quando se tem pressa, carência, medo de dialogar, falta de diálogo, negligência, passividade, instabilidade, viver em função dos outros ou em função apenas de si mesmo, contemplação excessiva, relação dependência, solidão.



A Temperança e a Senda Iniciática

Esse arcano nos remete à fusão de aspectos contraditórios que geram harmonia, como vimos. Mas não apenas isso. A Temperança nos fala de transmutação que ocorre uma vez experienciado esse estado de fusão.


No trilhar mágico nos deparamos com a experiência desse arcano, em geral, quando estamos já no terceiro grau de iniciação, muito embora, como eu já falei para vocês, as experiências com cada arcano possam acontecer, e em geral assim e que é, de uma forma não linear (do Mago ao Mundo).

Contudo, somente depois de uma boa bagagem mágica, depois de termos uma boa parte do caminho é que, de fato, compreendemos o que é essa fusão e o que ela acarreta.
A sensação experimentada com o arcano XIV é da completa fusão do praticante com a Deusa e o Deus. Algumas vertentes colocam a Deusa como preponderante ao Deus e, para muitos, isso se revela mais nitidamente – embora já possamos notar isso com a experiência de outros arcanos – com a experiência da Temperança.
E, como não poderia ser diferente, a experiência não se revela nada fácil. É talvez um dos caminhos mais importantes e mais complexos pelo qual passa o bruxo. Tanto é assim, que palavras não conseguiriam expressar o que de fato ocorre. Mas vamos tentar.

Atingido o terceiro grau de iniciação, o buscador consegue enxergar nos desafios da sua vida, no seu cotidiano e nos seus acertos e erros, a sua crença. Não há mais divisória. Embora possamos vislumbrar essa fusão em outras épocas do nosso trilhar, somente quando encontramos a Temperança isso é de fato absorvido, e isso, em geral, só pode ocorrer no terceiro grau.

E é uma experiência incrível a de ser parte do todo, a de ter o todo dentro de vc em suas múltiplas oposições.
“E você que busca conhecer-me, saiba que sua procura e ânsia serão em vão, a menos que você conheça o mistério: pois se aquilo que busca, não se encontrar dentro de você, nunca o achará fora de si.”

Alguns acreditam que A Temperança é a Deusa das Bruxas, Diana. Não me espantou em nada essa descoberta, posto ser Diana a Deusa andrógina, que contém em si os aspectos do homem e da mulher, e ser Essa Maravilhosa Dama a Deusa das Bruxas, a Deusa que dá a vida e também a morte.

Na maioria das pessoas, seja lá qual for o caminho seguido, a experiência de sentir-se um com a Divindade é desconhecida. Por nós, praticantes da Bruxaria isso é sentido desde os primeiros passos, mas é somente quando experienciamos essa união no terceiro grau que realmente nos transmudamos.

Não que não nos ocorra parte dessa transmutação já no início de nossa jornada, mas aqui, nesse momento algo realmente nos muda.

Ritualisticamente, varia muito de tradição para tradição o rito que marca o terceiro grau de iniciação. Alguns, por ser esse período marcado pela união, fusão dos opostos – água e fogo – utilizam o grande rito, mas isso não é uma regra. A união sexual nesse sentido refletiria a fusão retratada na carta da Temperança.

Independente de como é marcado o rito do terceiro grau, nesse momento o caminhante compreende que a fusão dos opostos (já experimentada nos outros momentos da caminhada, como quando experienciado A Imperatriz, O Carro, e outros que estudaremos mais adiante) se concretizará plenamente e drasticamente na vida dele, em todas as áreas, em todos os aspectos.

“Uma vez no Caminho, não há volta.”

Essa é uma verdade que lemos e ouvimos muito durante a nossa caminhada pelas veredas da Arte, mas que, plenamente, só conseguimos absorver toda a sua verdade quando nos deparamos com A Temperança.

Não que algo nefasto nos ocorra, nada disso. Um amigo conseguiu exprimir muito bem a sensação do não haver mais volta, ele disse que é como depois de sermos alfabetizados se torna impossível parar os olhos nas palavras sem lê-las automaticamente. E eu arremato: depois de estudar e ler muito na vida, a gente vicia em ler, ler tudo o que passar pelos olhos, impossível ser de outra maneira, seja de forma branda ou forte, uma vez no caminho não há mesmo volta.

Você pode trilhar despreocupadamente, podendo voltar sempre que quiser, mas depois de um determinado ponto, não há mais volta.

Tal qual ferro, precisamos mesmo ser temperados para que sejamos fortes, pois aqui atingimos apenas uma parte da etapa do terceiro grau. Ainda há muito a percorrer, muito a aprender.
Beijos e Bênçãos,
Lua Serena

Figuras: The Fairytales Tarot; Igor Makarevich Tarot e Llewellyn Tarot

publicada por Lua Serena às 12:34 AM 1 Comentários

Sexta-feira, Fevereiro 27

ARCANO III - A IMPERATRIZ


A Imperatriz simboliza a vida plena, a preparação para os nascimentos físicos ou não. É por esse motivo que em muitos tarôs esse arcano é representado como uma mulher grávida sentada num trono, coroada e segurando um cetro, símbolos do comando, o comando dos mundos, pois ela é a Mãe do mundo.

Alguns autores sugerem que a denominação Imperatriz tenha sido uma modificação do original dessa carta. Uma pista de sua origem perdida talvez seja o Tarô Carey da Revolução francesa, datado de 1791, em que a Imperatriz e o Imperador carregavam a denominação de "A Grande Avó" e "O Grande Avô".

De toda forma, a Imperatriz é a representação da Mãe material, diferente da Sacerdotisa, que representa a mãe espiritual.

A Imperatriz nos traz a fertilidade, o amor, as mudanças advindas de um nascimento, que pode ser o nascimento de uma criança, de uma idéia, de um projeto, etc.

É o arcano 3 por que três é o número da multiplicação, do crescimento e da fertilidade.

Outra forma de enxergar esse arcano é como o encontro entre os opostos (por isso em uma jogada pode simbolizar um amor). Podemos dizer que é o encontro dos pólos masculino e feminino manifestados através da gestação. 1 (masculino)+2 (feminino)=3 (união). Nesse sentido temos a Grande Mãe, a Grande Deusa, geradora de tudo, cultuada há tanto tempo. Ela é para os Incas Pachamama (Pacha significa universo e mama mãe), para os egípcios ela é Mut, para os gregos é Deméter e para os hindus ela é a Deusa tríplice, as shaktis (elementos femininos de Deus).
É a representação da triplicidade da Deusa.

Ao estudar essa carta compreendemos porque algumas correntes admitem a preponderância do elemento feminino (a Deusa) ao elemento masculino (o Deus), pois ela é tríplice (jovem, mãe e velha) e contém em sua face Mãe o encontro com o Deus simbolizado pela gestação.

Ela é a geradora de tudo, a Deusa como origem de tudo o que existe, a mãe do mundo, a própria Terra.

Numa jogada ela traz a proteção, o casamento, o amor, o nascimento, a fertilidade.

Tal qual uma mulher grávida, ela nos traz a descoberta do corpo como um templo sagrado e valioso, e nos alerta para ter cuidado com as coisas do corpo, as coisas do mundo, as coisas materiais. Pode significar também que o consulente está descobrindo sua porção mulher, conscientizando-se de sua beleza - interior ou exterior - e preparando-se para projetar todo esse sentimento ao mundo através de seus atos.

Marca um período em que os sentimentos são infinitamente mais evidentes que os pensamentos.
Profissionalmente favorece ramos de alimentação, decoração, moda e artes.

A Imperatriz possui contornos diversos em alguns tarôs. Em alguns, como o de Marselha, ela exprime todo o seu poder de comando. Ela comanda o reino dos sentimentos, é esse o comando de que trata esse arcano.

No Old Path Tarot a Imperatriz é representada nutrindo seu filho. Nesse baralho ela não exprime sua autoridade com o cetro, a coroa e o escudo, como no de Marselha, mas nos ensina que a vida deve ser nutrida, alimentada e que, como dissemos, vida se alimenta de vida.

No tarô de Crowley duas luas simbolizam as faces da Deusa (e da mulher), é o desdobramento da mulher/deusa.

É um simbolismo interessante se pensarmos na relação da mulher com a lua. Ambas sempre estiveram relacionadas, o que se evidencia pela relação dos ciclos menstruais e as fases da lua. Por essa razão, pode significar problemas de saúde relacionados com a menstruação.

Ainda com relação à saúde, num aspecto de desequilíbrio, pode significar o aparecimento de doenças nos órgãos reprodutores, inclusive doenças venéreas.

Vale notar que A Imperatriz é vida, é plenitude é fertilidade pura. Porém, devemos lembrar que vida se alimenta de vida.

Qualquer que seja o aspecto de criação, é preciso que a vida termine e sua essência volte à origem para que uma nova semente possa germinar. Deméter não é apenas a mãe cuidadosa de Perséfone. Ela é também a mãe enlutada.
Essa é também a mensagem da Imperatriz para nós.

PALAVRAS-CHAVE: realização, fertilidade, maternidade, união, criação,feminilidade.

PERSONALIDADE: mulher que tem consciência de sua sexualidade ou uma mulher frívola; uma mãe bondosa ou uma mãe super protetora; a esposa, a mãe, a amante.

ASPECTOS POSITIVOS: casamento, união, amor, nascimento, mudanças, abundância, sentimentos, criação, riqueza, generosidade, prazer dos sentidos, dar e receber afeto, situação fecunda, inteligência criativa, boas relações, alegria, proximidade com jovens ou crianças, elaboração de projetos, etc.

ASPECTOS NEGATIVOS: luxúria, frivolidade, futilidade, super proteção, carência, esterilidade, ciúmes, perda de bens materiais, sedução vã, avareza, promiscuidade.
A IMPERATRIZ E A SENDA INICIÁTICA

"eu sou a mãe de todas as coisas e meu amor é derramado sobre a terra."

Bastaria copiar e colar o famoso texto A Carga da Deusa para falar da Imperatriz e sua relação com a Bruxaria. Desse pequeno trecho que trago a vocês é fácil compreender por que.
Porém, a Bruxaria atrai gente que pensa e somos filhos da Deusa que tudo criou, e como tal, somos parte Dela e possuíamos a nossa centelha criadora.

Vivenciamos a Imperatriz quando nos deparamos com a Deusa no nosso caminho mágico. Talvez muitos se perguntem com relação à Sacerdotisa, mas falaremos dela quando chegar a hora.
Como disse a vocês no início, a senda iniciática não pode e nem deve ser relacionada com o tarô de uma forma estanque e padrão. O caminho é individual. Porém, consideradas as ressalvas necessárias, eu formei uma estrutura do processo de iniciação na Bruxaria com as cartas dos arcanos maiores e estou apresentando a vocês um pouco desses meus devaneios.
Tudo isso para dizer que sim, a Sacerdotisa vem antes da Imperatriz, ambas simbolizam a Deusa e outras particularidades (ou faces da Senhora). ao final dos nossos estudos espero poder ter contemplado e abarcado todas as dúvidas sobre esse, e outros, pontos.

Agora voltemos à Imperatriz.

Sem dúvida ela está presente no início, meio e fim (se é que há um fim) de nossa jornada.
Mas aqui estamos falando do nosso primeiro contato com A Imperatriz no nosso trilhar mágico. E isso acontece, regra geral, no nosso período de dedicação.

A dedicação é um período de estudos prévios que antecedem a nossa iniciação de primeiro grau. Todos que conhecem a Arte passam por esse período que, formalmente, corresponde a um ano e um dia. Entretanto, esse tempo de estudos e práticas varia muito e posso dizer com firmeza a vocês, ele jamais termina. A dedicação acompanhará vocês a vida inteira, pois o caminho é um caminho de estudo profundo sobre o que está, aparentemente, fora de você e o que está visivelmente dentro de você.

Pois bem, durante o nosso período de dedicação sofremos um processo de transformação. Aliás, essas transformações também acompanharão o praticante da Arte por toda a senda, porém no período de dedicação essas transformações vêm de uma forma surpreendentemente nova, pois iniciamos o nosso trilhar espiritual segundo os preceitos da Arte. E é aí que nos encontramos com a Imperatriz, a Grande Mãe manifestada em nossas vidas.

Primeiro encontramos A Sacerdotisa, que é a Deusa no seu aspecto espiritual, exprimindo uma faceta que é a dos mistérios. Somos atraídos em razão dos mistérios. Quantos de nós não chegou na Arte por meio da curiosidade com relação a feitiços, a mistérios, ao submundo?

Esse é o domínio da Sacerdotisa, a primeira face da Deusa que encontramos em nosso período de dedicação. É como se disséssemos que A Sacerdotisa é Perséfone e A Imperatriz é Deméter.
Depois de encontrarmos a Sacerdotisa e sermos atraídos pelos mistérios da Bruxaria, conforme avançamos em nosso período de dedicação, nos deparamos com A Imperatriz e nesse momento somos tocados pela Grande Mãe de uma forma extremamente forte.
A partir desse momento nos redescobrimos filhos de uma Deusa, não apenas filhos de um Deus. E a sensação é realmente mágica.

Compreendemos que a Deusa é nossa Mãe. Ela gera tudo, dá vida a tudo e no fim tudo volta para sua origem: a Deusa. Essa é a mensagem de fecundidade transmitida a nós durante o período de dedicação. E esse despertar vem recheado de amor, um amor indescritível.
Redescobrir a Deusa é redescobrir o amor sob todas as formas. A Deusa é puro amor.

"De mim todas as coisa vêm e pra mim todas devem retornar."
"Pois minha lei é a do amor para todos os seres."

Durante essa redescoberta percebemos que a Deusa não é a figura feminina do Deus cristão. Claro que já sabemos disso intelectualmente falando, mas nesse período percebemos de uma forma mais espiritual, mais interior que a Deusa é a Deusa mãe de todos, TODOS. E que a Deusa Mãe não é necessariamente um poço SOMENTE de bondade.

Quando vivenciamos essa redescoberta de forma verdadeira, temos a nossa vida sacudida pela Deusa muitas vezes (e assim seguirá por toda a vida), pois a Senhora é a Senhora de TODAS as coisas. É a Mãe da vida e é a Mãe da morte. E assim aprenderemos a viver, morrer e renascer muitas vezes.
Essa compreensão vem juntamente com a certeza que trilhamos nosso caminho individualmente. Talvez alguns de vocês tenha um mestre, uma mestra, um grupo.
Tudo válido e verdadeiro, mas aprendemos que o caminho é sozinho, o trilhar a senda mágica é entre você e os Deuses.

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
(Clarice Lispector)

A Imperatriz é a representação de tudo isso. A Deusa tríplice (estamos falando do arcano 3, não é mesmo?), a iniciadora, a destruidora e a realizadora, começa a se manifestar em sua vida agora. E uma vez tocado VERDADEIRAMENTE por Ela... não há mais volta.
FIGURAS: The Heling Tarot e Universal Goddess Tarot

publicada por Lua Serena às 5:43 PM 3 Comentários

Sexta-feira, Fevereiro 13

Identidade: BRUXA

Alguns conceitos mudaram desde o meu primeiro contato com o mundo pagão.

De início, a maioria das pessoas se intitulava bruxa com muita naturalidade e até com certo orgulho. Para muitos era como se ser bruxa ou bruxo fosse mesmo um título.

Como bruxas, nos sentíamos diferentes, especiais, originais, dotadas de um conhecimento que nem todo mundo tinha.

Talvez esse quadro tenha se formado em razão da bibliografia à disposição. Os livros relacionados à Bruxaria tratavam de enaltecer o ser bruxa, filha da terra, mulheres que operavam sua alquimia na cozinha, entre os temperos e as panelas.

Todas as mulheres que, de alguma forma, se identificasse com as poéticas palavras dos livros passava a se autodenominar bruxa.
Depois de um tempo, houve quem levantasse a bandeira do não-bruxa dentro do próprio Paganismo. O argumento era que a palavra 'bruxa' fora usada como forma de estigmatizar pessoas, carregada, portanto, de uma conotação terrível e de baixa energia. Sendo assim, não seria o mais acertado usarmos a palavra 'bruxa'.

Nesse meio tempo, havia aqueles que defendiam que bruxa que é bruxa pratica Bruxaria. Trata-se, portanto, de uma religião. Dessa forma, impossível dizer que uma bruxa possa rezar o terço católico ou benzer usando preces cristãs ou de outra religião.

Pois bem, o tempo foi passando e nem precisou de muito tempo para que as pessoas acabassem, cada qual, seguindo seu rumo, umas desistiram de se autodenominar bruxas, outras acabaram por defender a Bruxaria como religião, outras 'esqueceram' a Bruxaria e passaram a se autodenominar 'caminhantes' ou, simplesmente, 'pessoas comuns'.

Então eu acabo, hoje, por me perguntar o que de fato é uma bruxa.

Pensei um pouco e cheguei a muitas conclusões, dentre as quais que, de certa forma, cada um desses pontos-de-vista tinham (ou têm) lá suas coerências.

Vamos falar do primeiro... AS BRUXAS QUE POETIZAM.

Nada mais poético e mágico que transformar a nossa casa, em especial a nossa cozinha, em um depósito de feitiços, encantamento e sonho.

Eu, muitas vezes, lendo alguns livros das bruxas que poetizam, me deliciei com a forma divertida, poética e mágica de descreverem o sentir bruxa, o viver bruxa. Me identifiquei muitas vezes, aprendi uma porção de coisas com aquelas palavras doces e cheirosas.

Para mim, as bruxas que poetizam têm a magia do viver a terra, possuem a graça e a força da Deusa, nos ensinam muito com esse lado poético, tratando a Bruxaria como ela deve ser tratada: como Arte.
Já AS BRUXAS QUE SE ESCONDEM... (eu acredito piamente que tem gente que esconde o jogo!) possuem características muito interessantes.

Já ouvi dizer, ou li em algum lugar, que bruxa que é bruxa não diz que é bruxa.

Essas pessoas que não querem o rótulo de bruxas, em minha opinião, não se curvam diante de rótulos, não procuram se dizer ?bruxas? para receber aplausos ou para ter um séquito. O que para mim tem tudo a ver com ser bruxa. Uma bruxa mesmo não precisa de rótulos, não precisa de seguidores.

A Bruxaria não prega o proselitismo.

O terceiro grupo, o das BRUXAS ATIVISTAS, talvez seja o mais forte dos três grupos.

Essas bruxas defendem sua Arte, exigem respeito, dão a cara à tapa, vão à luta pela sua Religião. Vivem, respiram Bruxaria e são ativas, reúnem pessoas para falar da Deusa e do Deus, esclarecem.

Existe muita confusão quando o assunto é Bruxaria...
As bruxas ativistas são, talvez, as que mais trabalhem em favor da Bruxaria, pois procuram desmistificar e tirar das sombras a Arte.

Vejo nos três grupos coerência e tenho minha opinião sobre se chamar ou não de bruxa. Mas procurei aqui levantar uns questionamentos acerca desse tema porque, de fato, creio que tudo o que nos separa é infinitamente menor daquilo que nos une. E isso quem disse foi Doreen Valiente.

Tenho amigos no grupo dos que poetizam, amigos no grupo dos que se escondem e amigos no grupo dos ativistas.
Cada qual com suas razões e seus argumentos para discordar ou concordar uns com os outros.

Mas, para mim, todos estão vivendo o Paganismo, ou Neopaganismo, cada um à sua maneira.

Ser bruxa, ser pagã, ser caminhante, ser uma pessoa comum... Cada um que assuma sua postura (ou não assuma), cada um que se denomine como quiser (ou não se denomine), mas que o façam em prol de algo maior, seja uma crença, uma ideologia, uma filosofia, uma religião, uma postura.

Meu desejo é que o Paganismo brasileiro seja mais unido em sua diversidade, que possamos conviver com o diferente, com aquele que pensa diferente.

Esse é, para mim, o mais importante e é o que nos identifica.

Eu opto por me identificar como BRUXA, mas dependendo da pessoa que pergunta eu me recolho porque não sou dada a ter gente pendurada pedindo feitiços ou iniciações. Portanto eu também opto por me esconder de vez em quando, apesar da minha identidade de bruxa.

E também gosto de poetizar e gosto do ativismo. De vez em quando eu desato a escrever (com certeza não tão bem como muitas bruxas que poetizam) e de vez em quando eu desato a defender a minha Religião, com questionamentos sempre, pensando e agindo.

Posso viver todo esse (falso) antagonismo?

Sou diferente de alguns... Mas será que somos assim tão diferentes?

Eu fico a me perguntar.

Beijos e Bênçãos,
Lua Serena

Figuras: desconheço os autores, se alguém souber me passe para eu colocar nos créditos. :)

publicada por Lua Serena às 8:36 PM 2 Comentários